Já não quero mais gritar
Já nem sei se quero falar
Talvez, modestamente, escrever
Por que as pedras nas mãos
Os punhos cerrados
Por que gritos e gemidos
É o choque
A oscilação
O desconforto
A anciã
O vomito
A dor
O som
Então o silencio
Silencio que precede a surpresa
Silencio da vitória não anunciada
Ou da derrota
Silencio é o pleno
O controle
A essência
Mas a mente explode em sangue
Pelo nariz
A fumaça encobre as vozes e os risos
Em tosses
O silencio da paranóia
Visita
O descontrole da gargalhada
Domina
Está rindo de que
Sei lá
Veja-me mais um copo

Um comentário:
seus poemas sempre com uma carga bastante sombria e os versos curtos quase que de uma só única palavra consegue o efeito da temática do poema... este me pareceu melhor construído do que os outros, porém ainda a emotividade do poema poderia ser melhor trabalhada
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