sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Noite mau dormida

Convidativa dor

Eu esqueci de viver nessa quinta-feira
Tudo bem já é sexta

Então eu acordei
E já era escuro
Então eu falei
E ninguém estava lá

O aroma fresco da noite absoluta
Reservando-me o silencio conflitante
Convidativo
Trago-me em ausência, os delírios
O vazio dos passos temerosos do estranho solitário na rua
Brilho ofuscado da lua
Detalhes contínuos
Pouco a pouco o anunciar do sol
Dormir? Mas eu não quero acorda
Viver? Se é assim tanto faz
Daniel Abreu
10-11/12/09

Entorpecendo-se

Um gole fundo antes que amargue
Um trago para repetir o processo
Mente rasura idéias
Antes não concebidas
A necessidade de ser escutado
Jogando rasuras que se embaralham sobre a mesa
Agora organizem-nas
Daniel Abreu
11/12/09

Seu Nome

Minha confusão não permite o perdão
Mesmo com o céu cinza, nós restava um silencio
Em mim sempre será minha imaginação em dor e ego

Não sei o que fiz, não sei o que fazer
Cansado de buscas e derrotas
Cansado de observar e não compreender
Você é a prova da minha ignorância
Você é o marco do meu medo
Apenas quero descansar

Então proclamei
A todos que disseram, eu ti amo, me vingarei com o meu rancor

Não tente entender
Apenas não me perdoe, por algo imperdoável
Daniel Abreu
11/12/09

Verdades

Toda beleza é cruel
Todo medo é sábio
É tudo tão belo e me dá tanto medo
Daniel Abreu
11/12/09

Falta

Sinto falta da dor
Mas quero causá-la
Sito medo que seja muita
Sinto medo que não sinta
Sinto medo de não sentir
Sinto falta de você
Daniel Abreu
11/12/09

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Envelhecendo

Um dia eu sonhei
É, então chorei
Um dia eu vivi
Sim eu sofri

A falta da dor me atordoa
O rasgar da carne na negra tinta transcreve
A imagem no espelho, passado
Amado, temido, quase esquecido

A impureza da minha carne
A impureza da minha dor
A impureza do meu passado
Silenciado, em vossos nomes
Silenciado, em voto de sanidade
Silencio, sorrisos

Eu sinto
No fundo me aflige
Dói aqui, amara ali
Eu sei
Eu sinto
Eu acho

Eu quero lacrimas e soluços
Desejos e desesperos
Sabor gritante e amargo do despertar
Eu quero viver
Quase morrer

A impureza da minha carne
A impureza da minha dor
A impureza do meu passado
Silenciado, em vossos nomes
Silenciado, em voto de sanidade
Silencio, silencio
Eu só quero dormi

Daniel Abreu
21-10-09

Desmenbrado-Envelhecendo
Sentimentos vivos que vivo através da artificialidade do aparelho estéreo
O amor, a dor, a felicidade sincera, a vivencia já não me reserva
Me protegendo me tranquei, eu sei, apenas banalizei

Daniel Abreu
21-10-09

Rascunho inspirado por Creep do Radiohead
Minha dor lhe consola
Meu amor apenas te bajula
Minha carência te busca
Mas te permito o adeus

Daniel Abreu
21-10-09

A melhor definição de tido que eu escrevi que escutei:
Poemas ruins, frases boas.
Eu gostei

Acho que o que eu quero dizer ainda não saiu
Como um impulso involuntário eu apenas transcrevo

Melhorou mas já foi melhor

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Frases perdidas na madrugada

As vezes a definição do que sinto é o silencio
-- Sinto

Amanhã eu espero
Sempre até ontem
Sinto silencio
Paz e dor
-- Vida

É tudo tão pouco
E eu não consigo encontrar o fim
O atalho não me agrada
E parado eu só vejo o que passa
-- Sem nome

Minha mente pede
Mas não entendo
Eu sinto
Mas não tenho certeza
À dor sem lagrimas?
À felicidade sem sorriso?
É tem razão é apenas confusão
-- Simples

Fui
Essa manhã
Ao meu enterro
Precipitado
E não me deixaram falar
-- Sem nome

Pensaram no fim
Mas não
Não sei o porquê
Mas é assim
De novo, o velho um pouco diferente
--Sem nome

Não me dizem se o que digo é coerente, suficiente
Só me dizem para dizer
Não me dizem o que dizer, nem porque
Só me dizem para dizer
Será que me ouvem?
-- Sem nome

(apenas mais uma demonstração de lixo que agora eu produzo, poemas bons abaixo)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pleno

Tudo novo nesse velho mundo meu


De braços abertos ao devir

A loucura já não me atormenta

Me acalma


O silencio resguarda o caos

Me sinto vivo, mas não sou eu


Viva ao cigarro, a cerveja, aos abraços e lágrimas

Gritando palavras sem nexos no silêncio da noite

Expantado demônios

Anestesia e sorrisos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Papel queimado

(incompleto)


De toda minha dor

compreenda

Minhas cicatrizes são fundas

Eu ainda sinto a dor

adormecida

Me rasgando por dentro

Libertando-me pouco a pouco

Mas ainda tenho medo dos meus sonhos


Daniel Abreu

04/05/09


Orion


Estrelas na noite fria

Palavras, sorrisos

Gargalhadas quase silenciosas

A noite clama

E temos apenas lembraças


Daniel Abreu

05/05/09


Suplica


Sufocado em incertesas

A delirante beleza da confusão

Em pura ancia de sonhar acordado

De mãos e braços abertos, rumo a você

Do odio surgem lagrimas

Imcomprenção, medo

Minha alma eu plocamo ao seu nome

Coerencia extinguida em desejo

Minha ética constitui em te amar

Me submeto, mas tenha piedade da minha psique, eu suplico


Daniel Abreu

05/05/09


Cemiterio de rosas


O passo calteloso

O estralar da petalas secas

O avermelhado da borda umida

As lagrimas ferem o rosto

Na noite fria

Rosas rasgam a carne

Mesmo mortas

O sangue vermelho vivo quente

escore

A beleza morta ainda bela

O marom opaco coberto pelo vermelho vivo

Um pequeno calice quebradiço

intocavel

- Rosas novas nacerão


Daniel Abreu

06/05/09


Ex-crupulo


Um passado traido

Uma vida de erros

- Não me deram alternativas

Me encinaram a errar

Eu aprendi a aprender

Me mostram o caminho

- Agora estou melhor sosinho

Palavras bonitas

Mentiras deslavadas

- Futuro, amor, companheirosmo, comprenção

Mas de tudo que passou

Eu me lembro daquele dia

Eu me lembro de você


Daniel Abreu

05/05/09 – 07/05/09


Singelo


Indiguino de plocar em seu nome

Do amago da alma, palavra indiguinas =, que humildimente lhe devoto

Forma ingrata que medilcrimente compartilha sua presença

Mesmo assim

Sacrifico a vida, suplico sua presença e plocamo em seu nome

Como um devoto fiel

Indiguino eu sei, indiguino em sua devoção

Mas minha alma clama

Meu espirito sucumbe

Minha mente delira

Em devoção

- me permita minha ama


Daniel Abreu

08/05/09

terça-feira, 17 de março de 2009

De fato, um fracasso

“Que esperais, esperança? Desespero” - Camões

Nem mais uma dose
Da minha própria arte
Me acalma a alma

Minha mente arde
Minha agonia é o silencio
Os entorpecentes acabaram
Eu tenho um CPF
E uma ordem de amanhecer
Eu tenho que comer

Lutando pela paz
Eu vou à guerra
E a única paz que vejo
É o silencio da minha voz

Sim, eu não dormi bem
Não dormi bem, por que tive que acorda
Acorda e ver a verdade que eu vejo
Mas queria eu acreditar na verdade do meu jeito (plagio Renato Russo)

Um poeta frustrado (quem me dera, apenas frustrado)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aparente




Antes era tão fácil.
A confusa inspiração ainda persiste, os sonhos perdidos, o desespero, ainda poderia ser fácil.
Da dor o luxo e a arte, a dor ainda persiste inerte, intacta, indiferente, os olhos permanecem abertos, é possível ver o sangue no alem e aqui, mas ainda o mesmo, coagulado e fedido.
Meu peito arde no frenesi dos batimentos, minhas mãos tremem, contendo o reflexo da excitação, mas a mente ainda vaga, numa paz surda e muda sem compreensão abandonando cautelosamente a razão.A loucura, o estase, e o devir. Apenas o reflexo turvo de um desejo?
Sempre foi fácil, a dor que aperta o nó na garganta e estava tudo ai, bom ou não era a verdade, bom ou não eu gostava, agora a dor dói, cruel, no apagar das luzes da mente, e rodando e círculos eu vomito palavras sem nexo, talvez eu não sirva para isso, mas de qualquer forma está ai, são mais 158 palavras desperdiçadas, na repetição absurda do mesmo mantra que nem a mim pertence.
- Eu falo sobre amor você que não entende.
O desabafo publicado como uma oração. Provavelmente em vão.
Tudo que pensa foge, meus pensamentos são independentes de minha pessoa.
- Não são tão pessoais assim, sei lá diga qualquer coisa.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Abstinência

Isso dói
Todos os movimentos contidos, e um esforço muito maior que os movimentos feitos
Todas as vontades incoerentes, movimentos inapropriados, movimentos desnecessários
- Por favor, um trago, eu lhe imploro; melhor dois, cigarros.

Palavras engolidos, eu estou enjoado
O correto é indiscreto
O pregado é descriminado
A verdade é; não sei

Seremos sensatos
Seremos severos

Já nem sei o que esta escrito, já nem sei quem leu, já nem sei por que escrevo, acho que tento manter a integridade física dos utensílios eletroeletrônicos que coloco as mão, assim grito e Xingu, no mais completo silencio, assim vou me importando mas banalizando para ver se me engano, eu não sei o que é mais é horrível.
- Por favor, tem cigarros sem ofensas pessoais e olhares discriminatórios, sem conselhos de saúde e ameaças de vida.

E você ainda se pergunta por que? E você ainda tenta descobri se está certo? Ou onde você errou? Mas meu querido você não vai descobrir nada, sabe por quê? Porque você está só, sozinho, “hauahuahauhuha”

Esse lugar não me pertence
Mas eu tenho medo
Eu não pertenço a esse lugar
Mas eu tenho medo

Quando eu fecho os olhos eu as pálpebras quentes e vejo os vários sorrisos que se passaram, malditos “sonhos suicidas”, “- eu estou bem não se preocupe.” X 15 ao dia

Meu silencio que me perco, e só resta lembrança, me sinto perto da morte, e nem sei se tudo foi um sonho ou aconteceu, mas ainda sinto muitas vergonhas e muitos orgulhos.

Foda-se que é mentira, mas eu acredito nela, por que eu quero.
- Xiiiiiiii, silencio, ele está dormindo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ESPERANÇAS DE DESESPEROS

Apaixonado pela distancia
Amante do passado
Apenas mais um

Da ironia e da ingratidão
Um sorriso amarelado
Esperanças de desesperos

Uma lágrima levada aos dedos
O puro agora sujo das mãos encardidas
De uma morte cefálica
Seria belo, seria novo

As vezes tudo parece tão óbvio
As vezes tudo fica tão sem graça
Que só restam gargalhadas
Cortes lentos

É o desejo e o medo da insanidade que lateja cada vez mais forte