terça-feira, 6 de abril de 2010

Noite viva

Já não quero mais gritar
Já nem sei se quero falar
Talvez, modestamente, escrever

Por que as pedras nas mãos
Os punhos cerrados
Por que gritos e gemidos

É o choque
A oscilação
O desconforto
A anciã
O vomito
A dor
O som

Então o silencio
Silencio que precede a surpresa
Silencio da vitória não anunciada
Ou da derrota
Silencio é o pleno
O controle
A essência

Mas a mente explode em sangue
Pelo nariz
A fumaça encobre as vozes e os risos
Em tosses
O silencio da paranóia
Visita
O descontrole da gargalhada
Domina

Está rindo de que
Sei lá
Veja-me mais um copo

Um comentário:

Christy disse...

seus poemas sempre com uma carga bastante sombria e os versos curtos quase que de uma só única palavra consegue o efeito da temática do poema... este me pareceu melhor construído do que os outros, porém ainda a emotividade do poema poderia ser melhor trabalhada