Deitado olhando para um bocal de luz que faz um pequeno ruído, o sol seco o suor do meu braço direito, mas o resto do meu corpo está encharcado, a cama parece infinita, aquela dor no peito com sensação do sangue se chocando em cada articulação é continua, meu olho lacrimeja e eu estou triste, mas não estou chorando.
Não agüento mais dormi, mas a única coisa que pode me fazer levantar e a vontade de fumar que sinto, os outros motivos não suportaram minha determinação, olho para a janela e penso que pode ser domingo, provavelmente não é, mas não faz diferença. Acho que tive um sonho em que transava, de qualquer maneira sei que me decepcionei ao acorda.
Escuto vozes na sala e a TV ligada, só sei que é um dia da semana por volta das cinco horas, sinto a fraqueza típica que me faz comer, viro paro o lado e tento dormi, acho que se passaram umas três horas de virando e revirando, ou talvez apenas uns 2 minutos. Resolvo levantar acendo um cigarro e começo a conversa com os estranhos que se encontram na minha varanda com aquele sorriso amarelo estampado na cara. É como a morte, pouco a pouco já não sei de nada, o medo da culpa me faz sorrir e ser agradável assim vou até que venha o sono de novo.
