Vai parecer meio psicopata; e talvez até seja, mas são coisas que me acontecem.
Pegar o ônibus eu até gosto (por mais anormal que isso possa parecer), porem como todo mundo (ou a maioria) não gosto de lugares lotados de pessoas de mais, mas se o ônibus não tiver essas características eu consigo ler meus livros jogar o meu sudoku e observar as pessoas e suas reações, eu gosto disso.
Manias a parte hoje foi e está sendo um dia até que normal, se não fosse os pensamentos que me martelam na cabeça, acho que estou apaixonado, mas acredito ser algo passageiro, muito passageiro, em virtude das circunstâncias, malditas circunstâncias, mas isso de certa forma é até indiferente, como desejar um dia poder voar ou ficar invisível, você até deseja até tem esperança (ou apenas eu) mas ele não é tão grande assim ao ponto de se sentir decepcionado.
Voltando ao ponto, exatamente o ponto que eu peguei o ônibus hoje (24/10), centenário, fique de pé poucos minutos e então resolvi retomar a leitura, e procurei me direcionando ao fundo um lugar mais confortável para leitura, havia um lugar vago, ao lado de um garrota, todos que estavam de pé eram homens, o trejeitos da garrotas eram de uma lesbica (mas acho que não era), então pensei “o preconceito tem até o seu lado bom, ele me proporcionou um lugar para sentar”, mas tudo isso foram apenas detalhes.
Sentado confortavelmente com o livro já na mão foi ler, acho que li um parágrafo e fui observa as pessoas no ônibus por alguns segundos (mas sem fecha o livro), percebo que a garota (a que parece lesbica) está lendo o meu livro também, e tenta disfarça que não está (talvez só estivesse brincando comigo) próximo a minha primeira parada para pegar outro ônibus fico tentando observar ela (certamente percebeu pois não tirou a mão do rosto), então tive que me levantar e ela deu um esboço de sorriso (talvez não tivesse nada a ver comigo) na porta observei “bem” o seu rosto, ela ficou vermelha, isso fez com que eu me sentisse bem, e um sorriso como um adeus o ônibus parou a porta se abriu e eu sai.
Ela não passava de uma pessoa que eu mal conhecia, não senti nada por ela por mais banal que seja, esperei por aproximadamente um minuto e o outro ônibus veio, fui o ultimo entra pela porta que escolhi me apoiei na parede da articulação da frente do ônibus, o ônibus começa a acelerar alguém se choca bruscamente em frente a mim, fico realmente surpreso ela acho que não me viu, ela olha pra frente, especificamente para meu rosto, não sei se quis parecer surpresa ou se tentou disfarça sua surpresa, então agora eu realmente a vi, seu olhar ficava se esquivando, e então foi ai que eu me apaixonei (mas não se preocupe, estou apaixonado por um dia), ela com seu moicano abaixado sua cueca (não parecia uma calcinha) da red nouse fones bem altos mas não sei dizer nem o estilo da musica que escutava, calça Jeans camisa preta escrito algo que não me lembro colorido um relógio no pulso bem infaltil que dava até um certo charme, eu fui pegar minha mochila que estava apoiada no chão, ela sorrio eu olhei o seu rosto e por pouco fico em silencio (por não saber o que dizer), mas seu sorriso era como ela dissesse “ele sento do meu lado, pegou outro ônibus e o mesmo que o meu, e pelo acaso (acredito eu) ficou em minha frente e vai descer no mesmo lugar” e eu quando já fora do ônibus, vendo ela se afasta pensei “pena que não vamos para o mesmo lugar” e ela da uma olhada pra trás.

Dedicada a moça com trejeitos de lesbica e relógio de plástico com brilho.