quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Horrendo e Pleno

Horrendo
Deformado, já confundo carrinho com dor
O corpo se desmanchando em sangue
Das minhas entranha que vem o cheiro do podre
Assustando? Apavorado por ainda respirar

Minha voz ainda posso ouvir, na minha cabeça
É assim que vão me matar, no silencio

Matar ou morrer, e eu nem sei se quero sobreviver
Mas se sobreviver quero comer, pode ser você

“Talvez um soldado sozinho na guerra, um mendigo da esquina ou você quanto todos ou você enlouquecer”

Pleno
O choque, grito, dor
Magnífico!

Eu preciso de mais
Eu preciso sentir

O calor, carne, cansaço 
E os risos

Meu corpo transpira
Meu fôlego se foi
Sede e fome
Desespero

Um pensamento a cada milissegundo
O tempo não me alcança

Eu sinto
Eu vejo
Eu escuto

E tudo explode em vazio

O ouvido zumbi
A visão escurece
Sinto
Sou apenas eu em mim

Viver a vida não é estar vivo

domingo, 3 de outubro de 2010

Lágrima

Não confie em mim
Eu sei as regras
Então vamos dança?

Não me toque
Não escute
Me sentenciei
E é justo

A dor
Alma, sangue e a lágrima
Tudo espalhado pelo chão
Brincando com demônios
Tão divertido quanto cruel

Eu estou sego, encarcerado
Um simples aroma de vida
Perplexo, puro e severo

Meus cabelos já estão entranhados em seus dedos
Mergulhe por um bom tempo

Em guerra abdico as armas
Morrerei, por que sonhar é incomum
Viva ao agora, pobres seres putrefactos

Aos vivo a sangue
Aos mortos, almas
A nós, medo

"Tudo me diz tanto que nem sei o que quer dizer"