segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Promoção Bukowski, Podcast e Café

Divulguem; o Habitual Imoral promove essa campanha em conjunto aos outro colaboradores.
Os colaboradores do blog Notícias Unila (NU) estão criando um novo blog interativo dedicado a cultura e a opinião. Este novo blog contará com muitas novidades:

• Textos literários interativos: construa textos literários conjuntamente com os leitores e colaboradores do blog;
• Podcasts: bate-papo, notícias, histórias, entretenimento e temas de interesse da região trinacional;
• Opinião: textos opinativos radicais sem medo de assumir posições libertárias;
• Sugestões culturais/cultura digital: textos, livros, filmes, séries, TV, vídeos, sites, blogs.
• Enquetes: enquetes com temas divertidíssimos e de interesse regional.

Como o Notícias Unila, esse novo blog terá um intuito informativo e objetivará a interação entre os três países dessa região peculiar, e o melhor de tudo: o nome será eleito por você.

Promoção

Você quer concorrer a um livro do Charles Bukowski e de cara participar do primeiro podcast-café do novo blog interativo do NU? É super fácil, veja como:

Envie um e-mail para os colaboradores do NU (falebloginfo@gmail.com) sugerindo um nome para o novo blog, endereço completo para contato e o motivo que o faz considerá-lo ideal. O prazo para o envio de sugestões é 30 de janeiro de 2010. Após essa data, os colaboradores do NU irão indicar as melhores sugestões numa enquete que será promovida na Comunidade Unila do Orkut.

O internauta que sugerir o nome vencedor da enquete irá ganhar um exemplar de um dos livros de Charles Bukowski* e participar (opcional) do primeiro podcast-café do novo blog com o tema "Unila e a Tríplice Fronteira" - juntamente com os colaboradores e demais convidados. A gravação do podcast será no dia 13 de fevereiro.

* Títulos disponíveis para escolha: Factotum, Misto Quente e Notas de um Velho Safado.

Nota: Esta promoção faz parte da programação oficial do V Encontro de Fim de Ano.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma noite em 3 países

Aquele brilho em todos os lados, o barulho dos metais das moedas se chocando sem parar, estávamos ali em um país diferente dentro do marco da luxuria e da gana. Um cassino, e o pior é que me sentia bem.Parecia fácil de mais: enfie uma nota de 10 pesos, aperte um botão algumas vezes e acabe com o dinheiro multiplicado, em pouco tempo com cerca de 200 pesos argentinos em moedas de um dentro de potes pretos e verdes, enquanto tomava um bom vinho argentino. Dominado pela música da maquina eu queria mais e mais, um quase acerto era um surto de raiva interno, acertar era êxtase puro contido nas demonstrações, então já não me lembro bem, pedi um drink atrás do outro, me chamaram para ir embora algumas vezes e então me deixaram, eu e o meu mais novo prazer: ganhar.
Então, tudo começou a acontecer rápido de mais, uma garrota que acho que era bonita senta ao meu lado, outra segura a cadeira dela. Isso quando eu estava quase sem dinheiro, eu acho; e então começo a ganhar e não entendia porque, ela tenta me explicar, mas digo que mal entendo português a essas horas da noite imagina espanhol.Pedi bebidas para elas, acho que aceitaram. Fiquei jogando junto com elas revezando as duas maquinas emprestando dinheiro. Jogávamos praticamente juntos, torcendo um para o outro, e quando tinha, pelas minhas contas, mais de mil pesos na carteira (umas dez vezes o valor com que cheguei), fui colocar mais dinheiro na maquina e não achava minha carteira, me desesperei, fui falar com o segurança que passa ali de um lado para o outro, roubaram minha carteira, eu preciso da minha carteira, ela tava bem aqui, ele disse alguma coisa que não entendi, olhei para as caras assustadas das garotas, e pensei isso não vai ficar assim, e então levantei a voz e disse: como assim não pode fazer nada? Você é segurança de quem aqui? Por um acaso não é dos clientes? E ele disse alguma coisa com responsabilidade no meio, a responsabilidade não é sua você quis dizer?
Gritei e a aglomeração já estava formada e então um cara de terno cinza se aproxima e pergunta pro segurança o que aconteceu? Eu tento falar o que aconteceu, mas me atropelo todo nas palavras, acabo falando que o segurança me roubou. Ele aponta para uma porta ao lado do caixa e diz para conversamos com calma enquanto a garçonete me oferece uma bebida e diz para eu me acalmar. Olho na cara das cerca de 20 pessoas que observam e sinto alguém me puxando para traz. Uma das garotas me abraça e diz calma, o que queres eu falo para eles; a outra me abraça do outro lado e fala com os dois seguranças e vão me empurrando para traz enquanto eu digo: diz pra eles que ele tem que achar o meu dinheiro e os meus documentos.A que estava conversando com os seguranças me entrega um copo. Eu viro e elas me carregam para fora. Não costumo oferecer muita resistência a duas garrotas. Elas me levam até um bar onde tentam entender onde eu moro finjo que não entendo, digo depressões desencontradas, então fica decidido que explico no caminho, bebemos mais algumas doses de rum depois tequila, e então vamos.
Na aduana não me deixam passar, e eu agora não entendo realmente nada do que eles falam, começo a chamar o policial de preconceituoso maldito, em um portunhol que mais parecia inglês, então eu o chamei de nazista e ele entendeu. Chamou os guardas que apontando armas para mim me tiraram do carro, me revistaram por mais de vinte minutos e não paravam de me mandar calar a boca. E de repente como sem motivo me liberaram, entrei no carro, deitei e disse que morava perto da ponte da amizade e depois dormi.Acordei com chaqualhões que me deixaram tão enjoado que eu gritei que parassem, então sai correndo em direção à beira da pista, fui pular o que achei que era a mureta quando me agarro nela em choque, enquanto vomito percebo que estamos em cima da ponte da amizade, pulei a grade entre a pista de carros e de pedestres, caio com o peito no para peito, quando o vomito para eu me jogo por cima da grade de novo e deito na pista de carros.Depois, me lembro de estar sendo arrastado para um prédio em ruínas com carros na garagem que fariam inveja a qualquer um.
Ao entrar no apartamento recobrei a consciência após beber quase uma jará de suco e comer um pastelzinho, o mais gostoso que eu já comi. A casa tinha infiltração em todas as paredes, no chão tinha uma possa de água. Uma tv de umas 42 polegadas estava quase no meio daquela sala vazia que fazia companhia a 2 computadores e um notebook todos virados para a sacada. Muito contrastante: uma (das garotas)delas arruma umas cobertas no chão para mim, a outra fuma um cigarro na varanda. Esbarro-me numa mesa onde tem uma sacola com o que a primeira vista parece erva mate, pergunta o que é? Capolho (maconha virgem ou maconha não prensada), ela responde, e me pergunta se quero, digo que sim. Ela vem e coloca a carteira, pulseiras e outros acessórios sobre a mesa e pega um cigarro de capolho ao lado da sacola. Eu vou direto ao pingente da sua carteira: dois símbolos feministas entrelaçado. Ergo e digo olhando pra ela: isso quer dizer que não vou comer ninguém hoje, simulando uma tristeza irônica. Ela me olha e eu me arrependo do que disse. Da uma risadinha e diz em um portunhol, pensei que disputávamos a mesma mulher, vamos para fora, e eu dando uma risadinha meio forçada.E com aquela vista triunfante de Foz ela me passa a cigarrilha acesa dou uns dois tragos e as coisas começam a acontecer rápido de novo.Quando vejo estou no banheiro abraçado ao vaso e a que eu acho não ser a dona da casa segura os meus cabelos. Já está tudo apagado e o dia clareado, a minha “cama” está toda desarrumada, me deito. Ela se despede.Não sei quanto tempo passou e eu queria ir ao banheiro, entro na primeira porta que vejo um quarto que contem só uma cama de casal grande com duas mulheres nuas se beijando de joelhos, tiro a minha roupa no ato, dou um passo a frente e um forte zumbido no ouvido que eu perco a visão.
Cansado e golpeado largo o meu corpo e pego no sono em segundos. No outro dia lá pelas seis da tarde acordo com uns shorts novos, e ninguém no quarto. Vou ao banheiro, no caminho escuto um barulho na cozinha e encontro as minhas roupas. Eu troco e vou a cozinha, só está a dona da casa, peço desculpa, minha cabeça começa a arder. Tudo bem, ela diz, quer que eu te leve agora então? Pergunta. Eu digo vamos, ela me leva de carro sem dizer uma palavra, me deixa a duas quadras de casa, e eu até hoje me pergunto qual era o nome delas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

velho sofa


Essa dorzinha no peito não me deixa levantar a um bom tempo, cortaram a luz faz uns três dias, o cheiro do canto desse sofá seria insuportável se eu não tivesse acostumado, meu suor ainda é transparente como a água mas já não sinto a minha pele abaixo dele, acho que o cheiro é do copo de cerveja cheio de bitucas.
E a calma também cansa, e o barulho do ar condicionado do vizinho é ensurdecedor, já destruí uns 4 livros debruçando no peito, e já li uma 15 vezes tudo que eu alcanço com a mão, minha barba coça.
Quando escuto passos rezo pra campainha não tocar, nunca sei quanto tempo dormi, minhas roupas estão mais do que largas, mas essa dorzinha no peito não me deixa comer.
Foi tudo tão rápido, e me disseram que eu tinha tanto tempo e que tudo ia fica bem, eu não sei, mas não me parece nada bem, eu nunca acreditei, mas podia ser verdade.
Minha escova de dentes só tem o cabo, a pasta de dentes tem gosto de cola, a água do banheiro fede e eu sempre passo mau, e o silencio é tão bom.
Tinham pessoas, palavras bonitas e feias, verdade e mentiras, como normalmente, pelo menos eu acho então eu não lembro, faz tempo pelo menos eu acho, talvez fosse o melhor, mas mesmo assim é ruim, por que não está nada bem.
É talvez realmente acredite que vai ficar tudo bem, depois.

Rascunho ou um monte de lixo

A dor na profunda alma
Delicada anciã do impuro
Um verme obcecado pelo improdutivo
Dissecado por erros não tão errados
Empalhado pela relevância do irrelevante

O som que eu escuto não é o que eu desejo
É pouco, é banal, mas onde estão as palavras
As que acamam, as que machucam, as boas
Eu quero escutar, mas é tudo muito igual
E se eu ao menos soubesse escrever
Você poderia ler

Se quiser independência
Apenas esqueça o que significa
Se me diz que quer a verdade
Já começou com a mentira
E é tudo tão profundo
E é tudo tão banal
É tudo assim mesmo
É tudo assim mesmo
Lutar e lutar
Fugir e fugir
Eu estou cansado
Apenas cansado

Confecionário publico
Pouco a pouco vou esquecendo das metodologias dos conceitos sociais mais simples, coisas como que assunto se fala, como não parecer grosseiro, como ser cauteloso, meus convívios, ou melhor, não convivência, tem como base a intervenção considerável (marcante) e a fuga imediata, não quero ver as consequências de logo prazo, sempre me soa agressiva essas tais consequêcias , a tentativa de compreender deixa toda relação social abalada (ou seja sempre 8 ou 80 melhores amigos ou distantes se não apenas conhecidos depois de um tempo e isso vira um ciclo, também um modo de não dependência e de análise real da interação por ambas as partes), claro sempre tem conceitos sociais que fogem a regra. E hoje em dia é complicado a abertura de novos círculos é praticamente impossível, sendo assim as medidas citadas são praticamente impraticáveis; então as praticas sociais se tornam obrigações na maioria das vezes e não as fugas cautelares prazerosas de qualquer rotina convencional (qualquer psicólogo considera isso um dos problemas mais graves), ou seja, a convivência e a simulação sentimental são itens obrigatórios para uma menor ou seja melhor convivência, e hoje em dia eu pratico o que pode ser denominado de sustentabilidade social (bonito né, mas não, não é reciclagem) o que é, é a convivência agradável imposta, “sempre disponível” mas nunca “interessado” ou melhor você nunca é responsável pelo por criar o fator convivência mas você participa como qualquer um normalmente e aceito o caminho que esse fator traça pois você não tem interesse reais nesse fator (alem de observar e não ser considerado louco) por que essa convivência disponível leva a uma menor convivência final e as obrigações diminuem. Essas praticas são como auto estudo, não foram arquitetadas e depois relatadas apenas efetuadas naturalmente, sem qualquer reflexão anterior, e os reais atos podem fugir altamente do texto e não são tão belos ou ruins quanto como foram citado.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

noite mau dormida - II

Pra você lembrar de mim
Às vezes você me vem a mente
Num lapso turvo de memórias confusas
E me é nocivo

Nocivo, é o desejo enquanto desejo
Desejo esse fruto das lembranças
O desejo de conviver, é saudade viva
Saudade, é tenho saudade de você

Dedicatória
Não compreendo sua expressão corporal
Seu semblante me embaraça
E em minha memória é pouco é vago
Mas sua voz
Que nem é esplendorosa
Que retêm suas opiniões
Nem sempre compreensivas
Porem sempre me acalmaram a alma

Certo
Verdade é o resultado precipitado de uma confusão
O fato é a visão indelicada de um delicado ocorrido
E a mentira é o fato da verdade
Delicado e confuso é o certo

Dedicado
Dedicado ao futuro
Ao acaso
A um sentimento
Facilmente simulado
E ao desejo do simulado virar fato

Dedicado a dor da anciã por algo
Do sonho que causa o sofrimento
De um viver motivado

Dedicado ao fim da especulação, política, financeira, social, cientifica e profética
Ao fim dos pés no chão, do marasmo da verdade consumada ou da lógica
Ao fim das rotinas, das pessoas de mentes estéreis ou alienadas em questões mecânicas
Por sentir qualquer coisa que se sinta
Pela intensidade do sentir