sexta-feira, 12 de março de 2010

Um sonho bom, um dia ruim


Uma vida tão simplória
Sem preocupações reais
Um sentimento do banal
Desinteressante

Mas às vezes eu sonho
E às vezes eu lembro
E raramente é bom
Mas eu acordo

Uma vida sem muitas realizações
Uma vida sem muitas expectativas
Uma vida que está se perdendo

Mas às vezes eu sonho
Um sonho como hoje
Um sonho diferente
Especial
Mas eu acordo

Eu queria mais conquistas
Eu queria mais vontade
Queria que desse certo
Sem preocupações
Sem medo

E às vezes eu sonho
Com um beijo, rápido
Como se fosse simples
Como se fosse sempre
Mas eu acordo
Eu sempre acordo
Sem planos, esperanças.

12/03/2010
Daniel Abreu

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ultima Suplica

Que seja o fim
Me, rendo ao desejo
Agora quero verdades
Preciso do seu tempo

Que seja o fim então
Por apenas um beijo
Me, faça entender
se for capaz
--
Não escuta minha lagrimas
Escuto nomeando os tolos
Meu nome sai
E então com um sorrisinho
Foi um erro você diz

Meu ciúme banalizado
Meus sentimentos ignorados
Ela foge dos meus elogios
Elogios ou declarações?
--
Trancafiado em minha mente
Trancafiado em problemas
Trancafiado em vosso nome
Trancafiado eu sinto-me vivo

Mas vou fugir, pelo medo
Pela vergonha e desespero
Eu quero apagar ou recomeçar
Distante
--
Por que levantar
Se hoje não verei seu sorriso
Por que deitar
Ouvindo sua voz clamando por outros

Silencio ecoando devoção
Não fazer nada é pensar em você
--
Um dia acreditei
Que a paciência bastava
O medo me precavia
Mas o inicio e o fim
Serão sempre juntos
E a dor supera o medo
--
Me odeie pela minha ingenuidade
Me odeie pelo meu egoismo
Me odeie por ser dramático
Me odeie por estar apaixonado
Me odeie por favor
Me odeie eu suplico
Se não poder me amar
--
Eu sou tão burro
É tudo tão simples
Só poderá me acalenta a alma
Com a mentira
Seu amor é nulo
E não sei como muda-lo
Ensina-me?
--
Talvez assim eu diga adeus
Por um tempo ou mais ou sempre
Talvez assim você me odeie
Ou descubra que me amou
--
Amor o arauto do egoísmo
A menos uma vez não me renderei a culpa
Um amor de navalhas ou flores
Eu abro o peito
--
O sangue já coagulando estanca a ferida
Sangre um pouco mais
Para que estanque as futuras
--
O fim ou o eterno
O desespero ou aconchego
O silencio matem o desejo
Daniel Abreu
03/03/10


Uma quarta-feira qualquer

Ela deitou no meu ombro
Foi tão rápido e como sempre tão bom
Isso me da medo

Seu rosto perto ao meu
Sou sensato serei serio
Enquanto penso em seus lábios
Ela fala dos problemas familiares
Eu sou um mostro

Tentando agrada a todos
Sempre esquece de mim
De onde maldita esperança você vem

Parece que quer se afastar
E me diz que sou especial
Eu não entendo o porquê

Um sorriso entre o sádico e o sarcamos
De semblante compenetrado que me confunde
Será raiva ou alegria
Daniel Abreu
03/03/10