Um dia eu sonhei
É, então chorei
Um dia eu vivi
Sim eu sofri
A falta da dor me atordoa
O rasgar da carne na negra tinta transcreve
A imagem no espelho, passado
Amado, temido, quase esquecido
A impureza da minha carne
A impureza da minha dor
A impureza do meu passado
Silenciado, em vossos nomes
Silenciado, em voto de sanidade
Silencio, sorrisos
Eu sinto
No fundo me aflige
Dói aqui, amara ali
Eu sei
Eu sinto
Eu acho
Eu quero lacrimas e soluços
Desejos e desesperos
Sabor gritante e amargo do despertar
Eu quero viver
Quase morrer
A impureza da minha carne
A impureza da minha dor
A impureza do meu passado
Silenciado, em vossos nomes
Silenciado, em voto de sanidade
Silencio, silencio
Eu só quero dormi
Daniel Abreu
21-10-09
Desmenbrado-Envelhecendo
Sentimentos vivos que vivo através da artificialidade do aparelho estéreo
O amor, a dor, a felicidade sincera, a vivencia já não me reserva
Me protegendo me tranquei, eu sei, apenas banalizei
Daniel Abreu
21-10-09
Rascunho inspirado por Creep do Radiohead
Minha dor lhe consola
Meu amor apenas te bajula
Minha carência te busca
Mas te permito o adeus
Daniel Abreu
21-10-09
A melhor definição de tido que eu escrevi que escutei:
Poemas ruins, frases boas.
Eu gostei
Acho que o que eu quero dizer ainda não saiu
Como um impulso involuntário eu apenas transcrevo
Melhorou mas já foi melhor
Leia: Intactos sem movimento (http://habitualimoral.blogspot.com/2008/09/intactos-sem-movimento.html)