sábado, 10 de julho de 2010

Paz, Novo de novo, Dor

Paz

Na velocidade da luz meus pensamentos trincam a realidade
Eu tirei meus pés do chão e já estou tão longe
Daqui de cima é tudo tão calmo, bonito e frio
Eu estico a mão, mas não ti alcanço
Sinto o frio, vejo as luzes e o vento me faz companhia
Eu podia fechar os olhos e acorda, mas eu ia esperar
Eu espero a tanto tempo que provavelmente ficarei surpreso
Grito o seu nome e você não escuta
E tão fácil sorrir sem medo de cair
Eu peço e o vento me leva
Queria dizer adeus, mas não quero acorda


Novo de novo

Andando de um lado ao outro
A expressão da raiva sai de meu estéreo
Eu minto a demonstração de animo
Mesmo só

Da cozinha até a varanda
16 passos largos, as vezes 13
O cigarro na cozinha
Acendo na varanda
A musica acaba
Eu estava cantando?

Talvez não seja raiva
Talvez loucura
Engraçada essa dor que sempre me finta

Mais uma musica
Uma crise de risos
Segundos de silencio e a musica começa
Vamos participar


Dor

Junto aos vermes
E mesmo lá
Uma bela flor
A beleza é insana
E eu que sou louco sem ser belo

Deixe-me em paz ou me abrase
Suas verdades tão exatas
E tão impróprias
Sinta não reflita

Um dia foi tão confortante
A noite era tão bela
Os medos eram outros

Eu lhe trago o silencio
E lhe espero dor