domingo, 25 de janeiro de 2009

Abstinência

Isso dói
Todos os movimentos contidos, e um esforço muito maior que os movimentos feitos
Todas as vontades incoerentes, movimentos inapropriados, movimentos desnecessários
- Por favor, um trago, eu lhe imploro; melhor dois, cigarros.

Palavras engolidos, eu estou enjoado
O correto é indiscreto
O pregado é descriminado
A verdade é; não sei

Seremos sensatos
Seremos severos

Já nem sei o que esta escrito, já nem sei quem leu, já nem sei por que escrevo, acho que tento manter a integridade física dos utensílios eletroeletrônicos que coloco as mão, assim grito e Xingu, no mais completo silencio, assim vou me importando mas banalizando para ver se me engano, eu não sei o que é mais é horrível.
- Por favor, tem cigarros sem ofensas pessoais e olhares discriminatórios, sem conselhos de saúde e ameaças de vida.

E você ainda se pergunta por que? E você ainda tenta descobri se está certo? Ou onde você errou? Mas meu querido você não vai descobrir nada, sabe por quê? Porque você está só, sozinho, “hauahuahauhuha”

Esse lugar não me pertence
Mas eu tenho medo
Eu não pertenço a esse lugar
Mas eu tenho medo

Quando eu fecho os olhos eu as pálpebras quentes e vejo os vários sorrisos que se passaram, malditos “sonhos suicidas”, “- eu estou bem não se preocupe.” X 15 ao dia

Meu silencio que me perco, e só resta lembrança, me sinto perto da morte, e nem sei se tudo foi um sonho ou aconteceu, mas ainda sinto muitas vergonhas e muitos orgulhos.

Foda-se que é mentira, mas eu acredito nela, por que eu quero.
- Xiiiiiiii, silencio, ele está dormindo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ESPERANÇAS DE DESESPEROS

Apaixonado pela distancia
Amante do passado
Apenas mais um

Da ironia e da ingratidão
Um sorriso amarelado
Esperanças de desesperos

Uma lágrima levada aos dedos
O puro agora sujo das mãos encardidas
De uma morte cefálica
Seria belo, seria novo

As vezes tudo parece tão óbvio
As vezes tudo fica tão sem graça
Que só restam gargalhadas
Cortes lentos

É o desejo e o medo da insanidade que lateja cada vez mais forte