segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

noite mau dormida - II

Pra você lembrar de mim
Às vezes você me vem a mente
Num lapso turvo de memórias confusas
E me é nocivo

Nocivo, é o desejo enquanto desejo
Desejo esse fruto das lembranças
O desejo de conviver, é saudade viva
Saudade, é tenho saudade de você

Dedicatória
Não compreendo sua expressão corporal
Seu semblante me embaraça
E em minha memória é pouco é vago
Mas sua voz
Que nem é esplendorosa
Que retêm suas opiniões
Nem sempre compreensivas
Porem sempre me acalmaram a alma

Certo
Verdade é o resultado precipitado de uma confusão
O fato é a visão indelicada de um delicado ocorrido
E a mentira é o fato da verdade
Delicado e confuso é o certo

Dedicado
Dedicado ao futuro
Ao acaso
A um sentimento
Facilmente simulado
E ao desejo do simulado virar fato

Dedicado a dor da anciã por algo
Do sonho que causa o sofrimento
De um viver motivado

Dedicado ao fim da especulação, política, financeira, social, cientifica e profética
Ao fim dos pés no chão, do marasmo da verdade consumada ou da lógica
Ao fim das rotinas, das pessoas de mentes estéreis ou alienadas em questões mecânicas
Por sentir qualquer coisa que se sinta
Pela intensidade do sentir

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