Convidativa dor
Eu esqueci de viver nessa quinta-feira
Tudo bem já é sexta
Então eu acordei
E já era escuro
Então eu falei
E ninguém estava lá
O aroma fresco da noite absoluta
Reservando-me o silencio conflitante
Convidativo
Trago-me em ausência, os delírios
O vazio dos passos temerosos do estranho solitário na rua
Brilho ofuscado da lua
Detalhes contínuos
Pouco a pouco o anunciar do sol
Dormir? Mas eu não quero acorda
Viver? Se é assim tanto faz
Daniel Abreu
10-11/12/09
Entorpecendo-se
Um gole fundo antes que amargue
Um trago para repetir o processo
Mente rasura idéias
Antes não concebidas
A necessidade de ser escutado
Jogando rasuras que se embaralham sobre a mesa
Agora organizem-nas
Daniel Abreu
11/12/09
Seu Nome
Minha confusão não permite o perdão
Mesmo com o céu cinza, nós restava um silencio
Em mim sempre será minha imaginação em dor e ego
Não sei o que fiz, não sei o que fazer
Cansado de buscas e derrotas
Cansado de observar e não compreender
Você é a prova da minha ignorância
Você é o marco do meu medo
Apenas quero descansar
Então proclamei
A todos que disseram, eu ti amo, me vingarei com o meu rancor
Não tente entender
Apenas não me perdoe, por algo imperdoável
Daniel Abreu
11/12/09
Verdades
Toda beleza é cruel
Todo medo é sábio
É tudo tão belo e me dá tanto medo
Daniel Abreu
11/12/09
Falta
Sinto falta da dor
Mas quero causá-la
Sito medo que seja muita
Sinto medo que não sinta
Sinto medo de não sentir
Sinto falta de você
Daniel Abreu
11/12/09
Um comentário:
Bom, como uma vez vc me disse que "om pessoal de letras só se preocupa com a forma" direi só o que acho do q vc disse: Muito bom, gostei. Tudo é no geral basatnte de certa forma "triste"/"real" tudo expressa desilusão com um mundo que talvez não nos apresenta muitas saídas. solidão, esquecimento ou tentativa de. Gostei muito do poema "verdades" curto mas muito bom... pra cada um fiz um coment, se quiser eu te passo depois... acho que é isso...
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