segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O Principio e o

O copo de cerveja
Sobre o cansativo livro
Sobre o gelado mármore
O refrescante amargo, reconfortante
Um pequena possa se mistura aos cabelos

Risos histéricos acordarão a todos
Eu chorei por pensar que não iria mais doer
Tempo perdido por historias para contar

Obstinado e temente
Incerto porém há desejo
Escolhas óbvias
Sem alternativas
Contrariando princípios
Acreditando no incrédulo
Eu desejo, eu tenho esperança
Eu negaria, mas
Só resta aceita

Sussurro de sentimentos controem, detroem
Puro e pessoal, sincero e imperfeito
Apenas retalhos que me aquecem

É o copo está ficando vazio

4 comentários:

Viviane Anjos disse...

...Lindo e angustiante, parece a expressão de um desejo, mas um desejo que você não quer, ou não deve, ou não quer aceitar que quer, é profundo, você esta entre o que seria um desejo muito grande que não sabe se é amor,ou se é apenas uma ilusão, uma fuga, como a cerveja mencionada, e quando vier a lucidez, só restara lembanças, e agente nunca vai saber se você realmente sentiu, sonhou,delirou, só saberemos que você por um momento esteve pertubado analisando seu desejo... Fodástico você... Amei!!

Luciana disse...

retalhos de cetim...



enche o copo
=x

Christy disse...

pues....
gostei bastante... é bem interessante como o poema começa com o copo cheio e o "eu" do poema faz uma introspecção...que vai do mundo objetivo, o fato do copo estar físicamente aí..depois vai pra um dentro dessa pessoa...e no final ele volta ao copo quase vazio...eu ñ nei se vc pensou sobre essas coisas, ficou bom.... a tristeza é muito palpável... há uma certa deseperança, mesmo q exista uma esperança....
Bom...ressumindo tá muito bom...ñ vou escrever o resto pq vc já tem uma idéia da minha opinião...depois eu te falo...
muito bom!!!

Dora Flore disse...

Interessantíssimo,
você é interessante.
Suas palavras cheias de mistérios.
Perfeito no imperfeito,
imperfeito para ser perfeito? Não.
Apenas sendo você.
Único e incerto.
Delirante.