segunda-feira, 13 de outubro de 2008

- sei lá

Língua áspera
As dores estão nós ossos
E o ventilador de teto desligado
Ás vezes parece girar
- Deve ser o cansaço

Abraçado porem sozinho
Um sorriso o silencio
Refugiado em meu interior
O forte sol e o frescor do vento frio
- Desculpe, não escutei

Uma fagulha do sonho
Um desejo pelo desespero
Um olhar serio
Um segundo
Uma lagrima

Um molhado beijo no rosto
Sede que me seca
Um espreguiçar
Um pedido, não pronunciado

Medo
De sonhar
Do desespero
De viver
Da morte
Paralisa

Feliz
Assim
Tão simples
- sei lá

3 comentários:

Anônimo disse...

;D

legal

quando me disseram que vc escrevia eu disse 'maginaaa, nãõ tem cara nãããão!' hahahahahaha. Mas pensando bem...

Viviane Anjos disse...

... hum.. esse seu novo poema e ainda mais intrigante que os outros..as estrofes se esforçam, para não faserem sentido ao mesmo tempo em que se completam... penso ao ler que poderia ser,talves, quem sabe seje o refletir de uma pessoa que num final de semana, após abusar de drogas "licitas ou não"...acordou acompanhado, mas não por quem desejava..era so o corpo, a alma ainda estava só...cheio de sentimentos, arrependimento talves..e em meio a tudo isso tenta acreditar esta feliz...

Christy disse...

Concordo com o comentário anterior, além de ser um poema que tenha essa característica nas estrofes, acho que ele funciona de forma circular...ñ sei, ele começa com o título "-sei lá" e se fecha da mesma forma e não sei se vc pensou nessas coisas ou foi intencional mas pelo menos na primeira e na segunda estrofe e junto com a ultima existe um diálogo forma um sentido diferente do resto do poema ou completando-o. Mesmo sendo um pouco escuro como os outros dois poemas, ele confunde um pouco pela última estrofe... é meio complexo....