sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Raiva

Apenas ludibriando a raiva do meu silencio
Divagando há atitude da minha covardia
E apreciando a minha auto-repulsa
É eu sou um lixo, mas você me da muito mais nojo
Um mundo podre e eu me sinto mal por estar sujo

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Sentindo a distancia de tudo que acredito
Assistindo enterros de dentro de um caixão

Por que lutar
Por que sonhar
O que você quer mudar
Parar

Já não há em que acreditar
Você já pode me modelar
Eu vou comprar, trabalhar, estudar
E é só com isso que vou sonhar
Que o álcool me cale

Amar e matar
Confrontado com possíveis sonhos
A negação virando o um vicio
Contradição que me censura

Eu quero o fim, o limite da dor
A morte ou a vida
Sem medidas paliativas
Malditas drogas que apenas me mantem vivo
Quero a morte ou a vida
Uma dose que me curre ou me mate
Me levante, por que eu vou dizer que quero deitar

Eu vou fugir
E só digo adeus
E você não vai ouvir
Mais um vicio

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