quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O não querer ferir nem se ferir, feridos estão

Despertar
Vivo a tanto tempo morto
Que as batidas do coração me assustam
-To escutando seu coração
Seria mais fácil
Se eu não sentisse nada

Meu discernimento falha
Assombrado e ludibriado
Pelo incontrolável
Desejo pleno e ingenuo
-Você sabe que só tem eu

Eu queria ser melhor
Eu preferia o ódio
Eu estou perdido
-Se fizer isso de novo, agente nunca mais conversa

Daniel Abreu
25/02/2010


Dormir?
A língua queimada após a sono
A aguá fica com um gosto amargo
Aquela velha dor de estomago
E a única vozes que escutei hoje
Não tinham respostas
Nem perguntas

Já passam das 4 da manha
Enclausurado em minha mente
Suplico pela liberdade de depender
Tenho medo do desejar

Eu lembro daquele dia
E você nem sabe de que dia

Eu preciso fugir
Preciso de uma companha
Ou de uma droga bem forte

Daniel Abreu
25/02/2010


Eu sou inútil
É infame as palavras transcritas, inútil
A sensibilidade atingida, será nula
A constatação de meus sentimentos, se tornam irrelevantes

Pois sou o impuro
Sou o horrendo
Condenável
Sou mesmo pequeno perto de você
Daniel Abreu
25/02/2010

Um comentário:

Cristina Maria disse...

Daniel, o mundo é duro, impuro, as drogas apenas remediam, o dor, os queimados passam depois da cura...sigo e gosto do seu blog...a gente conversa...bjus